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Homens X Mulheres – Reinvenção profissional

Então, cá estamos em 2022. Continuamos vivendo esses tempos complicados, com uma pandemia que não acha seu fim, uma radicalização nas opiniões, uma patrulha ideológica pesada. E, claro, temos que nos adaptar ou sofrimento e desconforto vão nos levar a um estado de esgotamento mental enorme. O que podemos fazer, nós, que não somos médicos, enfermeiros ou pesquisadores do assunto?

Na verdade, podemos seguir as regras para ser socialmente aceitos e ir em frente. Dei folga para mim mesma nos últimos dias, tanto de tarefas quanto de pensamentos, diminui bastante minha busca de informações nos jornais e TVs e recomeço hoje com a mente descansada. Decididamente, a única coisa que posso fazer é continuar a viver como sempre, mesmo com restrições de contatos, vacinas e máscaras (esta tem me trazido muito mal-estar, confesso).

Vai daí, estou pensando num ponto que me intriga bastante. Por que o número de mulheres que se reinventam profissionalmente é maior do que o de homens? Vejo isso entre ex-colegas, amigos, conhecidos. Mulheres acostumadas ao ambiente corporativo estão atuando em áreas completamente diferentes, no geral relacionadas a criatividade e flexibilidade de horários, enquanto os homens continuam prestando consultoria às áreas nas quais trabalharam por muitos anos.

Claro que preciso fazer uma pesquisa séria para saber se isto realmente é uma verdade ou se estou percebendo apenas um pedacinho do todo. É minha impressão, apenas, sem nenhuma prova científica, talvez outras pessoas possam me dizer como estão vendo o fenômeno.

Entretanto, não posso deixar de observar mulheres que saíram de áreas bem específicas como finanças, marketing, produção transformando-se em grandes artesãs, artistas, criadoras de moda, produtoras de comida (muito conveniente em tempos de pandemia), cultivadoras de frutos, flores e ervas. Enfim, temos novas escritoras, consultoras de carreira e de vida, cantoras, professoras… Elas estão todas por aí, mostrando habilidades que estiveram escondidas, muitas vezes por toda uma vida.

E os homens? Muito poucos se aventuraram nesse caminho desconhecido. Sei que a vida corporativa sempre foi mais difícil para as mulheres, também conheço a dificuldade de ser recontratada depois de uma certa idade, e isso é mais grave para elas, mas acredito que elas são mais flexíveis. A escolha masculina pode ter muitos porquês: melhores rendimentos, maior familiaridade proporcionada pela formação e experiência, uma certa rigidez em abrir mão da imagem, enfim, quero muito saber mais.

Ainda pretendo fazer uma pesquisa sobre estas razões, mas precisarei de ajuda pois esse é um campo em que não me saio muito bem. Enquanto isso, se alguém quiser me ajudar, compartilhe suas impressões. Ficarei muito agradecida.

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Venha 2022, estamos prontos!

Muitos dirão que não existe diferença, um dia ainda estamos em 2021 e no dia seguinte estamos em 2022. É o mesmo sol – ou chuva -, é o mesmo frio – ou calor, o mesmo ambiente, as mesmas pessoas… Tem aí uma certa verdade, os dias podem ser iguais. Mas, a mágica de poder encerrar um período e começar um novo existe, com certeza.

Parar uns minutos, avaliar os meses passados, somar vitórias e repensar as derrotas dos últimos 365 dias é uma maneira linda de encerrar ou retomar o que nos fez agir como agimos, aprender o que aprendemos, amar quem amamos, ganhar e perder o que buscamos. Este break só é possível porque alguém se deu ao trabalho de dividir o tempo, de uma tal forma a nos dar oportunidade de reiniciar.

Recomeçar é um presente do Universo, mesmo que façamos as mesmas coisas, porque no ano novo elas terão um sabor diferente. Planejar nossas próximas buscas e objetivos a atingir ou decidir apenas deixar-se surpreender pela vida, seja qual for a escolha, é algo possível e saudável neste momento de mudança, mesmo que ela seja imaginária.

Eu quero despedir-me de 2021, desejando que cada um de nós possa lutar por algo importante, deixar pra lá aquilo que não é, sonhar e realizar sonhos grandiosos ou simples, amar de maneira incondicional, compartilhar nosso melhor com todos e viver intensamente cada momento.

Voltamos em 2022!

Fotos Unsplash e Google

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Hora do Balanço Anual

Hoje acordei pensando no ano que está acabando, com todas as dificuldades que tivemos que enfrentar e toda a insegurança sobre o futuro que nos espera. Concluí que, apesar dos pesares, 2021 foi um ano vitorioso. Sem dúvida o fato de ter uma família amorosa, amigos atenciosos e ter acesso a cuidados de saúde de qualidade fizeram muita diferença. Filmes ótimos foram lançados, livros de todos os tempos foram lidos ou relidos, Valentino Rossi participou de sua última corrida na MotoGP, num momento emocionante… Mas, tem mais.

Neste ano aprendi mais sobre mim mesma. Creio que o autoconhecimento é fundamental para fazer valer o tempo. Profissionais que não sabem quem são (e mesmo quem já não trabalha mais) têm mais dificuldade em reconhecer suas vitórias e os pontos em que podem melhorar para ser um ser humano pleno. Por exemplo, eu soube claramente que sou disponível demais para pessoas que não me dão a devida atenção. Sabe, aquele que você está sempre pronto, mas que nunca tem tempo para ajudar você?Aprendi que equilibrar as coisas é necessário para evitar desapontamentos.

Foi um ano em que ter suporte foi fundamental, seja de família, de amigos, de parceiros, equipes de trabalho, lideranças. Bem, neste quesito, tive que enfrentar algumas frustrações. Sabe como as resolvi? Mudei a direção. Alguém não quis meu trabalho? Dane-se, tem quem quer. Fui atrás de outras formas de disponibilizar o que criei e deixei pra lá.

Descobri – ou resgatei – outras formas de satisfação. Não, não iniciei novos hobbies, não comprei uma casa na praia, nem fiz o Caminho de Santiago, não virei um biker fanático, nada grande. Entretanto, voltei a jogar Pokemón. Coisa de criança, eu sei, e nem sou boa no jogo, mas adoro e troco informações com meu neto, que tem a idade certa para isto. Trabalho remoto, sem dúvida, evitou muitos deslocamentos e horas perdidas, que preenchi com muita leitura e cinema via streaming.

Ajudei pessoas, com escuta super ativa, buscando compreender seus problemas e tentando buscar soluções. Estive lá para amigos, conhecidos e até desconhecidos que precisaram de recursos de toda natureza, para tocar a vida, para definir caminhos de carreira, para elaborar planos e projetos. Isso é realmente da minha forma de ser, mas em tempos sombrios, um número maior de seres humanos buscam ajuda fora de si mesmas e eu exercitei esta característica mais do que o normal.

Adoro esta foto, nem sei quem é o autor, mas para mim é a cara da colaboração

Você está se perguntando porque eu resolvi falar do meu ano? O que você ganha com isso? Por que eu acho que este assunto vai interessá-lo? Bem, li hoje um artigo falando sobre quão importantes são estes pontos para avaliar a qualidade do ano. Portanto, tenho uma sugestão: pergunte-se como responderia às perguntas que fiz para mim mesma e que resultaram nessas respostas. Muitas vezes reclamamos sem uma análise mais profunda e, ao final, podemos mudar de ideia. Se você responder positivamente, sem dúvida, seu ano foi muito bom!

Todas as fotos foram copiadas do Google.

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Desafios da Liderança

Existem muitos líderes que se acham bons e acreditam que não precisam aprender mais nada. Claro que o simples fato de não ser mau, já faz uma boa diferença. Mas, que tal ser um ótimo líder? Certamente isso vai se refletir no desempenho da equipe, no resultado final e, quem sabe até, esse cara pode se tornar uma referência na sua empresa.

Enfim, aqui vão algumas dicas para passar de uma estágio ao outro. Uma primeira atitude que vai carregar você para uma melhor posicionamento é você demonstrar confiança na sua equipe. O medo de que alguém cometa um erro pode fazer com que você centralize tudo e as possibilidades de seu time se desenvolver ficarão limitadas. Se existir alguém em que você não acredita, trate de ajudar a melhorar ou troque por alguém mais eficiente. Faça isso com muito critério, pois muitas vezes uma ajudazinha pode transformar um “mais ou menos” num excelente colaborador.

Ah, elogie a equipe sempre que o trabalho seja bem feito. Tenho certeza de que eles apreciarão seu reconhecimento, mesmo que não venha imediatamente acompanhado de aumentos salariais ou outros prêmios pecuniários imediatos. Mostrar que você é capaz de enxergar os esforços deles e como os aprecia vai criar boa vontade e mais dedicação.

Preste muita atenção aos pontos fortes de cada membro do grupo, só assim poderá relacionar habilidades com tarefas. Mostre o quanto um conhecimento ou experiência pode ser bem aproveitado no projeto que está coordenando, vai reforçar a confiança de todos. Estimule a cooperação e esclareça o quanto cada capacitação pode ser reforçada pelas outras.

Muito importante também é mostrar o quanto as tarefas são fundamentais para os resultados. Conte sempre sobre os ganhos que o time ou a empresa tem – ou terá – com o trabalho deles. É horrível para qualquer um não saber porque está trabalhando e se esforçando.

Ao final de um projeto, não deixe de pedir um feedback do seu desempenho como líder. Saiba o que poderá fazer melhor da próxima vez e deixe claro que está considerando a opinião de todos. E use essas informações para melhorar, sempre tem espaço para mais. Assim você chega lá.

Fotos: Taxila Business School e de sites encontrados no Google

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Leve o trabalho a sério, mas cuide da sua vida

Confesso que andei abandonando meus posts sobre carreira. Tenho visto tanta coisa legal que me sinto meio inútil, acho que tudo já está dito. Porém hoje recebi uma solicitação de amizade no Linkedin, cujo interesse é conversar sobre carreira e resolvi voltar com algumas coisas rápidas.

Lembrei da minha vida de executiva workaholic, sempre correndo, sempre cansada, sem tempo para cuidar de contatos ou aprendizados, destruindo minha vida familiar e social. Resolvi falar com quem tem esse tipo de atitude: não faça isso consigo mesmo, não vale a pena ser burro de carga de nenhuma empresa ou chefe. Sabe o que acontece? Você vai receber mais e mais tarefas, todas aquelas que ninguém está a fim de assumir, sem aumento de salário ou mesmo de reconhecimento. Não acredite que ser workaholic é sinônimo de ser um grande profissional.

Essa história de ficar mandando e recebendo emails nas madrugadas, no geral, é vista como insegurança, as pessoas acreditam que é apenas um meio de se mostrar presente. Esclareça com equipe e chefia que os emails da madrugada só devem ser enviados para você em caso de emergência, tipo incêndio, roubo, acidente ou morte. Todo o resto pode esperar pelo amanhecer.

Se tiver ideias geniais relacionadas ao trabalho (meus pensamentos mais produtivos e criativos sempre são à noite, depois que a casa está em silêncio, portanto eu compreendo isso muito bem), tenha um caderninho e um lápis na mesa de cabeceira para anotar. Parece coisa antiga, mas é muito útil, mesmo em tempos de conexões imediatas como os que vivemos.

Lembre-se que um cérebro e um corpo cansados têm baixo rendimento. Da mesma forma, pessoas com problemas em família ou com amigos começam a criar angústia e frustração. Ambos sentimento farão você perder qualidade de desempenho. Vá lá, crie espaços para tudo o que é importante na sua vida, integre trabalho e vida pessoal que você estará, sem dúvida, sendo um profissional e um ser humano melhor.

Todas as fotos foram copiadas em sites encontrados no Google.

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Auto sabotagem de novo? Vamos parar com isso?

Acho que esse é um dos maiores pecados que podemos cometer, tanto em se tratando de carreira quanto do dia a dia. E é tão fácil! Criamos barreiras que na verdade não existem a não ser em nossa imaginação e ficamos paralisados sem saber como continuar. Deixando de lado razões psicológicas e traumas infantis, dá para perceber que fazemos isso sempre que não acreditamos nos nossos merecimentos, tentamos nos punir por coisas que nem temos consciência ou buscamos desculpas para a falta de foco e a procrastinação.

Começamos por criar expectativas irrealistas. – Ah, quero jogar tênis igual ao Nadal! – Vou ser uma modelo famosa como o Gisele! – Serei bilionário em cinco anos! Seria bom, né? No entanto, quando a expectativa não se realiza, simplesmente porque não é realizável, o que temos são os desapontamentos, a perda da auto confiança, o esquecimento das nossas qualidades e capacidades.

Vou lhe contar alguns aprendizados que andei encontrando nas minhas pesquisas. Eles poderão ajudar a quem quer deixar a auto sabotagem para trás.

A primeira coisa que podemos fazer para parar com esse comportamento destrutivo deve ser aceitar os fracassos como coisas naturais, mesmo que não sejam passíveis de palmas. Deixando de mergulhar na culpa, você achará coragem para levantar a cabeça e prosseguir. Fingir que a falta não é sua, só vai trazer mais problemas. Aceite, reconheça que errou, peça desculpas se achar necessário, e vá correndo consertar. Aprenda ainda como evitar que a situação se repita. Fácil? Claro que não, onde deixamos nosso amiguinho Ego, esse sujeito que nos cobra mais do que as pessoas da nossa vida?

Não se deixe dominar pelo pensamento de que tudo tem que ser perfeito. Nem sempre é possível chegar num resultado que não deixe brechas para melhoras. Se você correr atrás da perfeição no lugar de fazer o seu melhor, sempre sairá frustrado. Mesmo sabendo que o produto de seu esforço possa não ser perfeito, dedique toda a sua atenção ao trabalho pelo qual foi responsabilizado. Peça ajuda, se precisar, alguém que possa levá-lo um passo adiante. Muitas vezes, com um pequeno palpite de uma pessoa não diretamente envolvida no problema, poderá evitar horas de tentativas frustradas que você gastaria para encontrar a melhor solução.

Sei que quando estamos com dúvidas sobre como lidar com um trabalho ou um problema, é mais fácil deixar para amanhã. Você pode dizer a si mesmo que amanhã estará menos cansado, que trabalha melhor pela manhã, que hoje está com dor de cabeça. Enfim, desculpas certamente não faltarão. Procrastinação, todavia, é seu pior inimigo. E nem estou me restringindo apenas a situações de trabalho. Você pode fazer isso com problemas pessoais e familiares, esteja atento.

Deixe de se enganar, contando a si mesmo a falácia de que não tem tempo agora, terá mais tarde, noutro dia, noutro mês, noutro ano. Essa mentira é comum para adiar algo que, no fundo, você não quer fazer, seja pela razão que for. Quando uma situação dessas surgir e você não tiver escolha senão fazer a tarefa, seja objetivo. Marque data e horário para o término do trabalho. E cumpra! Não se deixe distrair ou perder o foco.

Ao afrontar uma incumbência aparentemente muito difícil, não pense que vai falhar antes de iniciar. Demita a insegurança, acredite na sua capacidade e vá em frente com confiança. Se tropeçar, peça ajuda. Insisto nisso porque muitas vezes as pessoas consideram pedir ajuda uma espécie de fraqueza. Aprenda que não é, pedir que alguém lhe dê apoio em situações complicadas mostra sua preocupação em fazer o melhor, além de dizer ao seu colega que confia nele. Claro que é bom retribuir sempre que possível.

Deixei para o final uma coisa que tem a ver com as pessoas da minha idade, a crença de ser muito velho para determinada atividade. Bobagem, deixe o ageísmo para os imbecis, preconceituosos e superficiais, que julgam as pessoas pela aparência. Os “velhos” deixaram de ser velhos há muito tempo. Agora são atletas, músicos, escritores, poetas, criadores, motoqueiros, ginastas, nadadores e até modelos. Existem centenas de exemplos de pessoas entre 60 e 100 anos que estão recebendo prêmios em atividades que antes eram consideradas exclusividade dos muito jovens. Inspire-se nelas, se você é um cara maduro.

Concorda que dá para fazer tudo isso? Vale a pena, posso afirmar. Novidades sempre trazem recomeços interessantes para todos nós.

Fotos: Dylann Hendricks e Alysha Rosly (em Unsplash) e Google

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Alerta Vermelho Confetes e News

Xô, Discriminação por gênero

Nos tempos que estamos vivendo, discriminação por gênero é um termo que deveria ter sido apagado da nossa fala. No entanto, ainda existe e, mesmo as mulheres, nem sempre estão cientes de seus preconceitos invisíveis (ou até visíveis) contra outras. Sei lá, inveja, vontade de ser igual, até simples antipatia podem ser os geradores em colegas do sexo feminino. Talvez a herança atávica que, mesmo não fazendo mais sentido, ainda trazemos, competindo pelo melhor ser masculino. O preconceito dos homens é mais fácil de identificar e tem a ver com anos de educação machista.

Vai daí, decidi perguntar: o que podemos fazer para mudar essa realidade meio escondida?

Estudei um pouco e, simplificando, tenho algumas dicas de especialistas para dividir com vocês. (*)

Dê uma olhada no que pode fazer imediatamente por você, mesmo sem entrar em um movimento feminista radical.

Antes de mais nada, ignore, finja que não vê. Isso não significa que você vai deixar de acreditar que existe. Mostre-se com autoridade, não se acanhe. Logicamente, sozinha e em um instante você não conseguirá apagar anos e anos de comportamento viciado, mas poderá iniciar um movimento seu, que a ajudará a consolidar uma imagem forte.

Enquanto isso…

Reforce sua presença, começando por ocupar o espaço físico devido, sem andar curvada, encolhida ou tentando minimizar-se. Use a respiração para acertar sua postura e para apoiar sua voz. Cabeça erguida e voz segura mudam a maneira que os outros enxergam você.

Fique calma, mesmo que a situação seja desagradável demais. Aprenda a manter a serenidade, fazendo exercícios de controle da respiração em casa duas, três vezes ao dia. E, não esqueça, faça pelo menos um antes de apresentações importantes.

Com o tempo, você será reconhecida como uma figura de autoridade no que faz, seus colegas irão ouvi-la e respeitá-la muito mais e sua autoconfiança vai crescer e você lidará cada vez melhor com o preconceito.

Lembre-se sempre que modéstia é um pecado, não uma virtude, como foi ensinado pela religião e pelos bons costumes. A primeira pessoa que deve respeitar e acreditar em você é você mesma.

E volte aqui pois trarei outras informações que poderão fazer sua vida mais fácil.


(*) Inspirada por Megan Hamilton, especialista em oratória, visibilidade e confiança em Kingston, Ontário. Ela é uma atriz com formação clássica e também uma musicista profissional com cinco gravações, tendo feito turnês pelo Canadá e os EUA.

Fotos copiadas do Google.

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Confetes e News Jogando Conversa Fora

Olha só o cotovelo… virou star

É a reunião anual das partes do corpo. Todos estão muito excitados. No geral, essas reuniões servem para contar vantagens, falar de algum desempenho excepcional ou mesmo reclamar das novas doenças que atingem cada órgão todos os anos. De qualquer maneira, mesmo em anos mais difíceis, são ótimos encontros, divertidos, cheios de música e flores. Quem sempre se alegra mais do que todos é o cérebro, pois tudo passa por ele antes de chegar aos outros.

Esse ano a reunião tem uma atração a mais, o Engenheiro Criador, uma espécie de Stan Lee do corpo humano. Ele vem, quase sempre em intervalos de 10 anos, para conversar com todos, contar as inovações que está pretendendo, ouvir sugestões de como melhorar o projeto e até atende a uma ou outra demanda.

A cada visita o Criador escolhe, entre todos os pedidos, somente um para atender ou mesmo nem atende a qualquer um. Esse ano não será diferente. Na última vez que veio, quem reclamou foi o cabelo, porque estava perdendo força e caindo muito em muitos casos. O EC prometeu a ele que alguns remédios, recentemente inventados pelos usuários, iriam melhorar esse problema, mas o cabelo acha que houve muito pouco progresso e está meio descontente.

Todos estão excitados, esperando a vez de apresentar suas reivindicações, com a possibilidade de ter seus desejos realizados. O cérebro, como sempre, vai pedir mais capacidade. O coração, sem dúvida virá com aquela lenta-lenga de sempre, falando que como os humanos acreditam que ele é responsável pelo amor, deveria ser capaz de realmente se apaixonar sempre.

A mão esquerda, ah, essa é uma eterna chata, vai reclamar que a direita é privilegiada, mais capaz de produzir. Como em outras ocasiões, o EC vai responder que, em alguns casos, mudou essa realidade, fez muitos canhotos. Entretanto, não pode mudar tudo, porque esse modelo vem funcionando desde sempre e ele não quer fazer mudanças radicais, por enquanto.

Claro, tem órgãos menos salientes, que quase nunca se manifestam, achando que seu papel não é tão importante assim para o funcionamento do corpo. É o caso do pâncreas, por exemplo, que descobriu, a partir de 1921, que, se der problemas, pode ser retirado e substituído por injeções ou bombas de insulina. Há muito tempo ninguém ouve uma palavra do pâncreas quando é a hora de falar com o Engenheiro.

O apêndice é mais um que fica silencioso num canto, pois seu papel na defesa do intestino é bem fraco e, se por acaso ele infecciona, precisa ser retirado com urgência, para não se tornar um problema realmente sério. E o intestino fica bem sem ele.

Todos sabem, sem dúvida, que existem outros que podem não ser imprescindíveis, pois se forem perdidos poderão ser substituídos por próteses ou reeducação. Uma perna, por exemplo, ou um olho, dentes, e todos os outros que estão aí para completar o conjunto, facilitando sua ação em harmonia.

O Engenheiro Criador chega no seu super carro, que circula entre nuvens, usando um combustível conhecido só por ele e brilhando ao sol. Senta-se na cadeira preparada para ele, uma cadeira simples, porque ele gosta de simplicidade. Ao fundo ouve-se o Bolero de Ravel, que ele adora, uma música com um único movimento que se repete, variando apenas de acordo com a forma que o arranjo é organizado. É o exemplo que ele cita para explicar como a simplicidade pode ter uma grande sofisticação.

A fila se forma e ele, pacientemente, ouve os que se apresentam, alguma apenas para saudá-lo, puxar os saco, sabe como é? Registra os pedidos com um olhar num moleskine de capa verde para lembrar-se sempre que desejar. Alguns pedintes se repetem sempre, e trazem os mesmos pedidos bobos. Ainda bem que a música o distrai, pois aparentemente hoje ele está meio sem paciência.

Eis que o fim da fila se aproxima e, quem vem lá? O cotovelo! O EC estranha, pois não lembra de ter atendido nenhum pedido do cotovelo nos últimos tempos. O cotovelo se aproxima e diz em voz não muito alta: “Senhor, gostaria de fazer uma observação e um pedido.”

Incentivado pelo EC, o cotovelo continua, desta vez em voz mais firme: “Creio que o senhor se dá conta que não sou um dos pedintes habituais, mas gostaria de chamar sua atenção para o fato de que os usuários do conjunto corpo mal se dão conta da minha existência.”

O Engenheiro ficou pensativo e falou: “Mas você tem um papel importante no conjunto. O braço se movimenta no seu eixo, sem você isso seria impossível. Como pode ser assim?”.

O cotovelo, com um leve sorriso irônico acrescentou: “Eu sei, mas eles não percebem. Só lembram de mim quando se machucam. Ou quando a pele que me cobre fica muito seca, aí vão atrás de cremes para me deixar suave. Ou quando me batem num canto de mesa e xingam, culpando a sogra por um pequeno choque com que eu os presenteio para que se lembrem de mim. A sogra, puxa! É muita humilhação.”

Foi aí que o EC falou: “Muito bem. Esse ano vou atender a sua demanda, cotovelo. O que você quer?”. O cotovelo, então disse: “Quero ser por um tempo um protagonista. Quero ser lembrado por todos. Quero aparecer na televisão do mundo inteiro.” O EC perguntou se isso era realmente o que ele queria, pois para atendê-lo teria que sacrificar muitos humanos. Como o requerente confirmou o que desejava, ele prometeu que atenderia.

Então, foi embora e criou… o COVID!

Agora, vemos em todos os lugares, as pessoas se cumprimentado com o cotovelo. Desde os mais simples até os dirigentes de países importantes, todos deixaram as mãos quietas, sem os tradicionais apertos, os abraços sumiram, os beijos nem se fala e, além de esconderem os rostos, cumprimentam-se, meio embaraçados, com os cotovelos.

E o cotovelo, vendo isso, derrama lágrimas de remorso, pois descobriu que seu desejo foi atendido em prejuízo de todos os usuários do conjunto corpo, pois eles estão ficando doentes e até morrendo.

Tudo o que ele quer é voltar para seu canto e apagar o pedido, mas não tem como. Enviou emails para outros órgãos pedindo ajuda, suplicando que eles reajam, não deixem a doença destruir mais. Conseguiu que um esforço concentrado seja feito mas, mesmo assim, ainda não chegou ao ponto de reverter o processo. Os pulmões são os mais afetados e lutam bravamente, mas muitos não são fortes o bastante.

O cotovelo quer esconder-se dentro de mangas bem escuras, mesmo nos dias mais quentes. Entretanto, a única coisa que ele pode fazer é aguardar ansioso por um remédio que dê fim a esse pesadelo. Como todos nós.

Nota: todas as fotos foram buscadas no Google, desculpem por não informar os autores.

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Outro pouco do meu Eu – parte II

Lembra que falei que iria mostrar a segunda parte da entrevista para o grupo GAS? Pois aqui está ela. Falar para meus conterrâneos foi um verdadeiro prazer. Minha cidade ainda mora no meu coração, num lugarzinho especial. Santa Maria é uma cidade média do Rio Grande do Sul, no meio do estado, razão pela qual é conhecida também como “Coração do Rio Grande”.

Em 2020 quase atingiu os 300 mil habitantes. É uma cidade fundada no século XVIII, mas tem dentro de seus limites diversos sítios arqueológicos. É limitada por morros – colinas não muito altas, também conhecidas como serras -, o que lhe rendeu o nome de Santa Maria da Boca do Monte durante muitos anos. É a entrada do pampa gaúcho que se prolonga para Argentina e Uruguai.

É uma cidade movimentada, com muitos estudantes vindos de todo o Estado e até mesmo de outros lugares do Brasil. E, aqui estou eu novamente, falando para alguns dos atuais moradores, contando minha história desde que a deixei.

Acima, as duas casas em que minha família morava, avós, tios, pais, filhos. Sempre fomos muito unidos e aqueles de nós que ainda estão por aqui continuam honrando essa união.

Agora, a entrevista.

Obrigada, mais uma vez a quem me deu a oportunidade, Anne Forgiarini, e ao meu entrevistador, Leonardo Forgiarini Guedes.

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Um pouco do meu Eu – entrevista para o GAS

Sou nascida e criada em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, Santa Maria. Vivi lá até os 22 anos, quando terminei a faculdade de Engenharia e fui para São Paulo, em busca de oportunidades e desafios que me fizessem crescer como pessoa e profissional.

Mais de quarenta anos depois que saí da terrinha, recebi um convite para falar para um grupo da cidade – o grupo GAS – e me senti feliz e emocionada. Afinal, compartilhar minha história com alguns conterrâneos me pareceu uma maneira de contar do meu orgulho e da minha gratidão a essa comunidade que contribuiu tanto para me fazer quem sou.

O grupo GAS é uma associação de pessoas ligadas à administração pública da cidade, criado pela Secretaria de Educação da Prefeitura do Município. Eles compartilham informações, histórias e conhecimentos utilizando o WhatsApp, o que está perfeitamente de acordo com os tempos que vivemos e viveremos num futuro próximo.

A primeira parte da entrevista tratou de minhas escolhas e minha vida na cidade. Quem quiser saber um pouquinho sobre de onde vim e do que me fez ser quem sou, veja o vídeo, que está no link abaixo:

Na segunda parte – próximo capítulo – falarei um pouco mais dessa cidade maravilhosa em que desfrutei de anos felizes e proveitosos e na qual sempre tenho prazer de estar.

Obrigada, Anne Forgiarini, por me abrir essa possibilidade e obrigada, Leonardo Forgiarini Guedes, por ser meu anfitrião.