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8 de Março – Não Queremos Flores, Queremos Direitos

Confesso que sempre tive muitas dúvidas a respeito desse “Dia da Mulher”. Seria uma homenagem, seria uma forma de reforçar os preconceitos, ou talvez uma nova maneira de segregar-nos, separando-nos dos homens?

Recebi hoje de um grande amigo que é um feminista de verdade

Usando-me como referência, afinal sou uma engenheira formada no início dos anos 70, acreditei que a diferença de direitos era alguma coisa que em pouco tempo seria sanada. Fiquei até um pouco distante dos movimentos feministas iniciais porque me passavam a ideia de que deveríamos, nós mulheres, ser iguais aos homens, algo que nunca me agradou. Claro que não era nada disso, a busca sempre foi por igualdade de DIREITOS, mas eu não entendia (às vezes somos tão burras, não?).

Feministas brasileiras – década de 60

Apesar de muitos deslizes (durante algum tempo achei que a única maneira de crescer na carreira seria sendo “um dos rapazes”), alguns deles bastante graves, aos poucos fui aprendendo que ao explorar minhas características femininas eu não estava sendo canalha como considerava algumas mulheres que se aproveitavam de seu próprio fascínio para subir na vida – tenho um termo mais pesado para isso, mas não seria adequado. Hoje até sou capaz de compreender essa forma de sobrevivência quando mulheres sem capacitação adequada usam atributos femininos não compatíveis com o desenvolvimento profissional, coitadas.

Nada como a maturidade para trazer mais compreensão, solidariedade e empatia, rss.

Feministas Russas (talvez ucranianas) início do século XX

Enfim, voltando ao assunto objeto desse artigo, chegamos outra vez na tal Dia da Mulher (vejam que até aprendi a usar letra maiúscula, o que prova que aceitei a data como válida). Sei que ele foi escolhido em homenagem a mulheres corajosas que deram sua vida em busca de direitos aos quais não tinham acesso, o que é louvável, claro. entretanto, o que realmente me motiva a aceitar a comemoração é verificar, baseada em dezenas, ou talvez milhares de pesquisas, o quanto ainda precisamos evoluir para ter direitos iguais aos homens

Minha amiga, a futurista Beia Carvalho, divulgou um estudo recentemente que conclui que, na velocidade em que as mudanças estão acontecendo, levaremos ainda 214 anos para ter oportunidades iguais aos homens. Entendeu bem? 214 anos!!!

Conclusão: todos são bem-vindos na luta por mudar esse significativo gap, não apenas nós as mulheres, mas os homens também, nossos pais, filhos, maridos, amigos.

Como Beia fala, temos pressa! É hora de diminuir esse tempo, de deixar de fingir que podemos ser o que queremos, como muitos discursos apregoam, sem ajuda nenhuma. Só o fato de estarmos vivenciando uma guerra de conquista em pleno século XXI, coisa de séculos passados, incompatível com a atualidade, mostra que voltar no tempo é possível. Isso é razão suficiente para avançar e, principalmente, não voltar atrás nem um único milímetro.

Ufa! Militância aquece qualquer coração!

PS: andei procurando fotos de homens e mulheres lutando juntos, tanto no Google como em aplicativos de fotos e, vocês não vão acreditar, sempre aparecem fotos de mulheres e homens lutando um contra o outro. Fiquei com vontade de chorar. Aí busquei homens e mulheres parceiros e, adivinhem, achei um ou dois sites com fotos que trazem os dois relacionados a trabalho ou luta, o resto apenas em romances, férias, viagens.

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Lidando com Feedback

Noto, com bastante preocupação, que as mulheres são muito mais sensíveis aos feedbacks do que os homens. Talvez tenha a ver com resquícios de uma formação que nos ensinava a ser bonitinhas, boazinhas, gentis, elegantes… Por mais que isso esteja fora de moda, de alguma forma trazemos em nossa memória atávica séculos de ensinamentos de humildade.

Seja como for, as formas de feedback podem ser diferentes, mas sempre parecem afetar a auto-estima feminina. Muitas vezes, uma brincadeira pode magoar e fazer uma pobre mulher buscar maneiras de corrigir o que parece estar errado. Elas não se detêm muito em pensar, digerir, buscar o real significado de um comentário pouco elogioso.

Elas não apenas levam a sério os feedbacks negativos, como sofrem com eles, sentem com o coração. Ao fazer uma auto-avaliação, as mulheres têm maior possibilidade de se convencerem de que precisam melhorar em algo, mesmo que comentado por acaso. Os homens são menos propensos a fazer o mesmo e no geral, acham que seu desempenho é bom, a menos que seja claramente especificado que não é.

Certamente as mulheres podem melhorar sua maneira de ver os feedbacks e a si mesmas se decidirem pensar um pouco mais no assunto. Receber críticas não é agradável para ninguém, mas é preciso dar a real dimensão ao fato, você não é única. Isso não significa que estou recomendando ignorar seus sentimentos, pelo contrário, viva-os e descubra porque está sentindo dor e desgosto. Só então deve pensar numa reação objetiva, sem exageros ou aflição. Tenho certeza de que descobrirá que, mais do que o que foi dito, sua mágoa se refere ao quanto você quer ser admirada.

Uma forma muito efetiva de sair fora desse momento negativo é perguntar a quem lhe deu o feedback quais são as sugestões dela ou dele para você corrigir ou melhorar seu desempenho. Muitas vezes, a pessoa nem sabe bem o que queria dizer, especialmente se não for um processo formal. No entanto, se você ouvir sugestões de melhoria, crie uma lista de ações para obter um desempenho mais adequado. Nunca sem antes ouvir outras opiniões.

Fotos copiadas do Google e um recorte de Unsplash (Firmbee.com)
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Xô, Discriminação por gênero

Nos tempos que estamos vivendo, discriminação por gênero é um termo que deveria ter sido apagado da nossa fala. No entanto, ainda existe e, mesmo as mulheres, nem sempre estão cientes de seus preconceitos invisíveis (ou até visíveis) contra outras. Sei lá, inveja, vontade de ser igual, até simples antipatia podem ser os geradores em colegas do sexo feminino. Talvez a herança atávica que, mesmo não fazendo mais sentido, ainda trazemos, competindo pelo melhor ser masculino. O preconceito dos homens é mais fácil de identificar e tem a ver com anos de educação machista.

Vai daí, decidi perguntar: o que podemos fazer para mudar essa realidade meio escondida?

Estudei um pouco e, simplificando, tenho algumas dicas de especialistas para dividir com vocês. (*)

Dê uma olhada no que pode fazer imediatamente por você, mesmo sem entrar em um movimento feminista radical.

Antes de mais nada, ignore, finja que não vê. Isso não significa que você vai deixar de acreditar que existe. Mostre-se com autoridade, não se acanhe. Logicamente, sozinha e em um instante você não conseguirá apagar anos e anos de comportamento viciado, mas poderá iniciar um movimento seu, que a ajudará a consolidar uma imagem forte.

Enquanto isso…

Reforce sua presença, começando por ocupar o espaço físico devido, sem andar curvada, encolhida ou tentando minimizar-se. Use a respiração para acertar sua postura e para apoiar sua voz. Cabeça erguida e voz segura mudam a maneira que os outros enxergam você.

Fique calma, mesmo que a situação seja desagradável demais. Aprenda a manter a serenidade, fazendo exercícios de controle da respiração em casa duas, três vezes ao dia. E, não esqueça, faça pelo menos um antes de apresentações importantes.

Com o tempo, você será reconhecida como uma figura de autoridade no que faz, seus colegas irão ouvi-la e respeitá-la muito mais e sua autoconfiança vai crescer e você lidará cada vez melhor com o preconceito.

Lembre-se sempre que modéstia é um pecado, não uma virtude, como foi ensinado pela religião e pelos bons costumes. A primeira pessoa que deve respeitar e acreditar em você é você mesma.

E volte aqui pois trarei outras informações que poderão fazer sua vida mais fácil.


(*) Inspirada por Megan Hamilton, especialista em oratória, visibilidade e confiança em Kingston, Ontário. Ela é uma atriz com formação clássica e também uma musicista profissional com cinco gravações, tendo feito turnês pelo Canadá e os EUA.

Fotos copiadas do Google.

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Está na hora de movimentar sua carreira? Veja algo que pode ajudar

Tenho acompanhado, tanto quanto sou capaz, dezenas de informações a respeito do futuro das pessoas, do trabalho, do lazer, da vida. Sou uma curiosa a respeito de tudo de maravilhoso – ou assustador – que o futuro nos reserva.

Foto Samuel Zeller

Sei, por exemplo, que lá por volta dos anos 30 (2030, bem entendido) nosso córtex poderá estar conectado à nuvem. Quero viver até lá, pois adoraria ter meus pensamentos gravados, meus sonhos loucos passíveis de serem contados e escritos, mesmo que apenas para mim mesma.

Já ouvi que robôs farão o trabalho dos humanos, com duas consequências possíveis: humanos descansado e curtindo ou humanos sem trabalho amargando uma super frustração. Na primeira hipótese, os robôs gerariam renda suficiente para garantir que todos os humanos recebessem uma renda básica que lhes permitisse viver sem preocupações com os gastos cotidianos. Na segunda, bem, nessa nem quero pensar.

Entretanto, enquanto milhares de estudiosos estão debruçados sobre as consequências do avanço da tecnologia no mercado de trabalho dos próximos 30 anos e no desaparecimento de inúmeros postos, eu e Roberta Holanda, – Consultora de Finanças, Empreendedora e Coach Financeira – reunimos informações fundamentais para abordar o mercado de trabalho num futuro mais próximo, ou seja, amanhã ou no mês que vem.

Foto Alex Knight

Claro que os empregos como são hoje já estão mudando, as características e qualificações exigidas daqui a 5 anos já serão um pouco diferentes. Sem dúvida, as necessidades das pessoas também estarão em movimento e os empreendimentos de hoje precisarão ir se adaptando. Entretanto, ainda temos algum tempo em que as coisas são mais ou menos estáveis.

Acreditamos que antes de chegarmos ao ponto de ver os robôs trabalhando e gerando renda, e antes de atingirmos a Renda Básica Universal, teremos que enfrentar, especialmente em países em desenvolvimento, anos de empregos ou iniciativas mais tradicionais para gerar nossa própria renda e com isso sustentar nossas famílias.

Vai daí que decidimos coletar e organizar uma série de informações pertinentes a movimentos de carreira num único lugar, o livro Carreiras e FuturoComo construir ou mudar sua trajetória de Carreira.

Esse livro foi concebido com o propósito de auxiliar pessoas em busca de alternativas para abordar movimentos profissionais e pessoais com segurança e objetividade. Reúne informações úteis para quem está iniciando ou mudando de carreira, com dicas de autoconhecimento, finanças, opções de carreiras e de mercado, no futuro que se inicia amanhã.

Publicamos a versão online na Amazon, http://amzn.to/2k8wo7G, onde pode ser adquirido facilmente. Teremos também uma versão mínima em papel, editada pela Reality Books, cujo lançamento para convidados será no início de 2020.

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Foco é fundamental para chegar lá

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Feminismo no Brasil de hoje… ou como se destrói uma luta

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Estudantes de engenharia na década de 70; rapazes e moças lutando lado a lado por igualdade e respeito

Fui educada para fazer escolhas de qualquer natureza sem depender do meu gênero. Quando decidi estudar engenharia, ouvi alguns palpites sobre ser uma profissão “masculina”. Entrei na escola e encontrei outras bravas mulheres, inteligentes, engajadas, fortes, lindas, femininas, o que me trouxe mais certeza de que minha escolha não era errada. Fiz parte de uma turma de estudantes excepcional, onde rapazes e moças se respeitaram durante os cinco anos de curso e se respeitam até hoje, mais de 40 anos depois.

avatar morena com microfone
Muitos anos atrás

Trabalhei durante muitos anos, como engenheira e como executiva em grandes empresas. Fui comandada e comandei pessoas de todos os gêneros e diferentes crenças e valores. Enfrentei muitos obstáculos, preconceitos, atitudes abusivas, diferenças salariais gritantes, e até outras mulheres me discriminando descaradamente. Claro que encontrei também gente solidária, comprometida com justiça e igualdade, e isso foi fundamental para me dar a coragem de prosseguir sempre.

Sempre me coloquei a favor das mulheres, desde que elas mostrassem suas capacidades, não apenas por serem mulheres. Acredito firmemente em direitos iguais, meritocracia, colaboração e tenho convicção de que essa crença é que faz de mim uma Feminista, com F maiúsculo.

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Realidade do mundo corporativo

Não tenho a pretensão de querer afirmar que homens e mulheres sejam iguais física e psicologicamente mas, qualquer mulher que passou algum tempo na vida corporativa sabe que somos mais cobradas, menos remuneradas e menos respeitadas em inúmeras ocasiões.  E isso era ainda pior nos anos 70, quando iniciei minha carreira, como minhas colegas certamente irão concordar.

Lamentavelmente no Brasil, hoje, ser feminista se tornou uma maldição. Não em razão do comportamento das verdadeiras feministas, mas de um grupo de mulheres que, em nome de seus direitos, resolveram que a única maneira de lutar por eles é fazendo manifestações escandalosas, escatológicas, agressivas.

Captura de Tela 2018-10-02 às 11.41.26Mas feminismo não é isso! De acordo com a Wikipedia, Feminismo “é um conjunto de movimentos políticos, sociais, de ideologias e filosofias que têm como objetivo comum direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões patriarcais, baseados em normas de gênero.  Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias que advogam pela igualdade entre homens e mulheres, além de promover os direitos das mulheres e seus interesses.”

Captura de Tela 2018-10-02 às 11.42.19Em nenhum lugar está escrito que feminismo é contra os homens ou os homossexuais, ou deve combater a estrutura familiar, ou outras bobagens da mesma procedência.

Estrutura familiar não é o mesmo que patriarcado. Patriarcado implica em um “pater” poder, um chefe que comanda todos. Família, por outro lado, é um grupo de pessoas com grau de parentesco ou não, que vivem juntos ou não, na mesma casa ou em casa diferentes, mas têm entre si laços de afetividade, memórias compartilhadas, e com direitos iguais.

Defender igualdade de direitos não é defecar publicamente na rua, nem tirar a roupa para mostrar quem é dono do seu corpo. Para isso não precisa expô-lo de forma agressiva, escatológica. Defender um ponto de vista político não exige que você mostre a intimidade de sua menstruação para todos.

Captura de Tela 2018-10-02 às 12.20.14Portanto, senhoras “feministas” de hoje, melhor seria se estivessem trabalhando e mostrando que são tão capazes quanto qualquer homem para produzir, criar, comandar e assumir seu lugar na sociedade e na história.

Eu sou feminista, vocês não são!

Quero afirmar meu feminismo aqui e onde puder, em apoio àquelas mulheres que lutam por igualdade e liberdade e àqueles homens que as apoiam.

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E agora nós, mulheres, somos todas “meninas”…

Captura de Tela 2017-12-11 às 12.22.08Não sei se sou a única pessoa que está cada dia mais criando uma animosidade figadal ao termo “menina” quando usado para saudar todas as mulheres, independente da sua posição, idade ou da intimidade existente.

Então, as jornalistas que apresentam o jornal da Globo News (trintonas, pelo menos) são saudadas pelos seus colegas homens com um “Bom dia, meninas”. Da mesma forma, jornalistas mais velhas também recebem o mesmo tipo de cumprimento. Num grupo de avós, elas se chamam “meninas”, da mesma forma que em reuniões de todas as naturezas, com mulheres menos jovens, super qualificadas, intelectualmente brilhantes. E por aí vai.Captura de Tela 2017-12-11 às 12.38.58

Apesar de minha implicância, eu mesmo me peguei usando o termo algumas vezes sem pensar. Daí, comecei a me perguntar o porquê. Quem sabe eu poderia – e todos poderiam, claro – dizer o nome da pessoa ou usar “senhora”, “colega”, etc.

Cheguei à triste conclusão de que é uma forma elegante e pretensamente carinhosa de qualificar as mulheres abaixo de sua capacidade, uma maneira de inconscientemente fragilizá-las, um instrumento do machismo que está entranhado na maioria dos homens e muitas vezes até nas próprias mulheres. Ninguém parece se dar conta da carga de preconceito, da vontade de diminuir as mulheres, todos acham que é “bonitinho”, “fazem a gente se sentir mais jovem”, “bondoso”.

Captura de Tela 2017-12-11 às 12.40.58Só para esclarecer, uma menina não tem maturidade, não tem flexibilidade para reagir adequadamente às complexidades e dificuldades da vida. Meninas ainda não são capazes de se autoconhecer, de reconhecer suas qualidades e seus pontos frágeis, de assumir seu poder feminino. Meninas não têm ainda as cicatrizes que a vida proporciona, não sabem das dores que a maturidade traz e, principalmente, meninas dependem de alguém que as cuide, o que faz todo o machista sentir-se poderoso.

Caramba, será que eu sou muito chata? Vocês não conseguem enxergar o mesmo que eu? Veja bem, ser jovem eternamente é uma coisa bem diferente de ser menina até os 100 anos. Anos de estudo, experiência, vivência, autoridade são desprezados nesse termo “menina”. Mulheres e meninas são duas versões de um mesmo indivíduo, claro, mas uma mulher acrescentou milhares de outras competências, habilidades, práticas, talentos à menina que foi um dia.

Captura de Tela 2017-12-11 às 12.36.55Você pode ser menina em alguns momentos de suas relações de amor e afeto, claro, mas se for uma mulher, assuma seu papel e seu poder, especialmente em sua vida profissional.

Quem quer ser menina sempre e para sempre? Não se permita ser deixada para trás por uma fila de homens menos competentes só porque é uma mulher.

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Dica do Dia, by Be The Boss

Quando você for apresentado a alguém que você conheceu há tempos atrás, jamais pergunte se a pessoa se lembra de você e fique esperando que ela diga sim ou não. Se ela lembrar, vai achar a brincadeira boba, do contrário, vai ficar chateada com você por colocá-la em uma situação delicada.

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Procrastinar, palavra difícil de usar, ação comum no dia-a-dia

Procrastinar é quase um palavrão, não acha? Chega a assustar. No entanto, é uma ação tão comum no nosso dia-a-dia que, sem que nos demos conta, estamos conjugando o verbo a todo instante. Deixar para outro dia um ato ou decisão necessário para o seu sucesso sem um bom motivo é mais fácil do que parece. Acontece especialmente quando não estamos seguros sobre o que fazer, temos receio de tomar uma atitude efetiva ou, o que é pior, estamos inconscientemente boicotando nosso próprio crescimento e futuro.

Tenho conversado com várias pessoas que se queixam de não ter tempo ou condição para fazer uma coisa ou outra ou para tomar uma decisão que possa mudar uma condição complicada da vida. Eu também me vejo nessa algumas vezes, me envolvendo em tarefas que podem ser perfeitamente executadas por outras pessoas e deixando de lado aquilo que é essencial para que os projetos andem na direção correta.

Por que será? É preciso parar para pensar naquelas pequenas desculpas que arranjamos para a não-ação e tentar eliminá-las rapidamente sob o risco de perder um tempo precioso e construtivo.

Penso que podemos começar pensando se realmente sabemos o que estamos buscando. Muitas vezes nosso empenho fica comprometido porque não sabemos exatamente o que queremos. Sem isso, qualquer rumo que você decida tomar pode levar a lugar nenhum. Claro que é difícil admitir que você não sabe o que quer. Esse sentimento pode estar enterrado no seu pensamento sem que você realmente o perceba. Você decidiu que vai trocar de emprego, diz para seus amigos que vai fazer isso e no entanto não preparou nem seu currículo? Será que você realmente quer mudar? Será que a perspectiva de enfrentar um novo começo não está deixando você inseguro? Ou, quem sabe, ao conversar com seu travesseiro à noite você não diz para si mesmo que é melhor ficar onde está porque aí você sabe o que esperar, mesmo que seja ruim?

Entretanto, algumas vezes você não tem escolha. Por exemplo, não fez o movimento de mudar de emprego e foi demitido. Claro que tem que buscar outro, você não pode ficar sem trabalhar e ganhar seu dinheiro. Faz uma ou outra tentativa fraca e quando as primeiras fracassam, você começa a desconfiar que não é capacitado, que não vai arranjar nada de bom, que o mercado não quer mais saber de você. Aí, entra numa espiral autodepreciativa que só leva para o fundo do poço. Você sabe que para começar, tem que atualizar seu currículo, mas não dá nem uma lida no texto, não faz uma reflexão sobre seus conhecimentos e experiências não registrados nele. Sabe que a busca de um novo emprego exige planejamento e disciplina, sabe também que precisa fazer contatos. Entretanto, se envolve na reforma da casa, no conserto do carro, fica doente, entra na briga do condomínio, qualquer coisa que o deixe muito ocupado para dizer para você mesmo que não teve tempo de fazer uma ou outra coisa.

Captura de Tela 2014-09-03 às 12.45.48Está se identificando? Pois saiba que está procrastinando. Então saia dessa rapidamente. Vá tomar as rédeas da sua vida outra vez. Faça uma lista de tarefas, determine uma hora para cuidar de cada assunto, esqueça aqueles trabalhos que não precisam da sua presença. Marque encontros com pessoas que possam lhe trazer benefícios nesse momento, envie emails para outros, estude as possibilidades de trabalho em empresas fora da sua área de conforto, faça um curso que realmente possa suprir uma falha do seu currículo.

Veja, esse raciocínio vale não apenas para seu trabalho, serve para adiar o fim de relacionamentos destrutivos, serve para mudar de casa ou de cidade, enfim, serve para qualquer situação que envolva mudanças importantes na sua vida. Você adia a decisão por não ter certeza de que quer realmente mudar. Você pode usá-lo para enfrentar tarefas aborrecidas, mas necessárias, aquelas que um subordinado que não faz mais parte da sua realidade fazia para você.

Decida fazer o que tem que ser feito! Se estiver muito preguiçoso – esse é um efeito colateral da procrastinação -, comece um programa de ginástica ou caminhadas para produzir endorfinas que lhe darão energia e diminuirão o stress. Faça exercícios também para baixar a tensão, se estiver muito agitado. Mantenha sua mente num estado positivo, não pense em fracasso, pense em vitórias e convença você mesmo que procrastinar é apenas um palavrão que nada tem a ver com você.


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Quando a imagem pessoal se mistura à profissional

Ninguém tem nada a ver com sua vida pessoal, portanto você pode se comportar de qualquer jeito em qualquer ambiente, certo? Lamento, mas está errado. Existem alguns lugares e momentos que sua vida pessoal esbarra na sua vida profissional e, se você não quiser passar a imagem errada para as pessoas com que trabalha, vai ter que tomar cuidado.

Sua vida pessoal pode esbarrar em sua vida profissional em eventos sociais, por exemplo. No clube, na festa de aniversário ou de casamento, no restaurante da moda, na balada. Você pode estar decidido a encher a cara para se consolar do fora da namorada, mas fazer isso num lugar onde você não sabe quem está assitindo é um risco. Você pode ter decidido que não vai voltar para casa sozinha hoje, mas ficar azarando todos os caras da festa pode fazer você dar de cara com seu chefe ou outro importante personagem do seu trabalho. A confusão está feita, sua imagem vai ficar meio comprometida por uma bobagem.

Outras ocasiões em que sua vida pessoal pode misturar com a profissional é durante suas férias. Claro que férias é momento de andar descontraído, à vontade. Ser mais formal é coisa de trabalho, você nem quer pensar em usar sapato e meia quando está de férias. Bem, então não marque um almoço com um colega que está trabalhando naquele restaurante que você sabe que seu chefe frequenta, vá desfilar seu chinelo e sua bermuda em um lugar fora do seu circuito de trabalho.

Nas mídias sociais, então nem se fala. Claro que você quer que suas amigas vejam o gato que esteve com você no maior amasso, mas envie as fotos por email, não precisa postar no Facebook. Você pensa que recrutadores para emprego não dão uma olhada nos seus dados? Depois do Google, é muito difícil ser totalmente desconhecido. Eles vão buscar seu nome no Linkedin, mas certamente também vão dar uma olhada no Facebook onde você postou uma foto com um copo na mão e cara de quem levou uma trombada. Se o emprego é numa empresa mais conservadora, já era, você nem vai ser chamado.

Enfim, não quero dizer que você nunca mais vai descontrair com medo de perder o emprego, é claro. Só quero alertar para o fato de que você pode fazer tudo isso sem dar publicidade. Beba entre amigos e família, envei fotos mais comprometedoras para pessoas escolhidas e de confiança, paquere sem medo mas não faça propaganda de promiscuidade, vista-se como se sentir melhor, mas faça isso fora de deu circuito de trabalho. E seja feliz, é claro!