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Carreiras - Construção e Transição

“Boazinha” ou “Carrasca”, o que é melhor para sua carreira?

Respondendo à pergunta da jornalista Nathália Braga, acho que a resposta é o caminho do meio. Ser “boazinha”, quando significa ser tolerante demais com as falhas de alguém da equipe ou quando significa sobrecarregar-se com o trabalho dos outros é péssimo. Por outro lado, ser uma “carrasca” insensível, que não é capaz de relevar uma pequena falha e nem consegue dar a chance para alguém superar um erro, também é muito ruim.

Mesmo hoje em dia, desde pequenas, a maioria das mulheres é treinada para ser assessora ou companheira, enquanto os homens são treinados para liderar, ser provedores e comandar. No trabalho, muitas vezes, as mulheres repetem o comportamento que lhes foi ensinado quando crianças. Elas tentam proporcionar felicidade a todos, têm mais receio de correr riscos para não desagradar superiores ou pessoas de quem gostam mais. Ao mesmo tempo, elas têm medo de ter um grau de ambição alto, porque ambição parece colocar em cheque sua feminilidade. Essas características de “boazinha” não ajudam em nada mulheres que têm pretensão de liderar equipes e subir na hierarquia da empresa.

Por outro lado, muitas vezes elas acham que para consolidar sua liderança devem copiar as piores características masculinas, tornando-se arrogantes e mandonas. Esquecem que melhor resultado pode ser obtido com aquilo que é da essência feminina, como flexibilidade, solidariedade, capacidade de cooperação e facilidade de relacionamento. Mulheres, no geral têm perfil analítico mais aguçado, são mais adaptáveis e abertas à inovação. Isso precisa ser usado e mostrado.

É importante para uma mulher evidenciar suas características positivas, inclusive as de empatia e capacidade de obter o melhor de cada um, pois são elas que farão diferença no mundo competitivo do trabalho. Comportar-se como carrasco, além de não trazer bom resultado, vai contra a natureza das mulheres. O cuidado deve ser tomado para não exacerbar características de sofredora ou mãe de todos….

Por Maria do Carmo Marini

Há dez anos trabalhando com pessoas, seu desenvolvimento e o que elas querem dizer ao mundo, minha formação eclética me levou a viver experiências profissionais mais lúdicas e generosas . Escrevo artigos e livros, além de produzir conteúdo moderno, bem fundamentado e num visual extremamente prazeroso para clientes de diferentes segmentos.
Faço parte de uma tribo otimista e alegre e acredito que o mundo tem potenciais inexplorados e fascinantes a serem descobertos. Considero a família – marido, filhos, netos, irmãs e irmãos – meu porto seguro. Curiosidade e paixão pela vida me fazem aprender e buscar coisas novas sempre. Adoro gente inteligente e elegante. Viagens, cinema e livros me encantam, bem como encontrar os amigos para compartilhar boa comida e boa bebida. Estou sempre disposta a compartilhar experiências, conhecimentos e estórias.

Minha formação viaja de Engenharia Elétrica, passa por Consultoria de Carreira e Desenvolvimento de Pessoas, e mais umas coisinhas. Passo a vida a aprender, o que me permite produzir conteúdo de qualidade e compartilhar informações interessantes nas mídias sociais. Tenho especialização em Comunicação Corporativa pela FGV, Curadoria do Conhecimento pela Inesplorato e pós-graduação em Consultoria de Carreira pela FIA-USP. Sou parceira estratégica do Escritório de Carreiras da USP.

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