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As belas também sofrem

Na semana passada, no Twitter do jornal O Globo, li uma matéria muito interessante e que traz um dado de realidade muito presente nas empresas, apesar de pouco falado. É real, é discriminatório e é cruel, apesar de poucas pessoas se darem conta de que existe. Mulheres bonitas têm menos chance de ser chamadas para um emprego se o recrutador for também do sexo feminino.

A matéria de O Globo fala de uma pesquisa feita em Israel, pelos economistas Bradley Ruffle e Ze’ve Shtudiner,  que concluiu que as recrutadoras  sempre preferem chamar mulheres cujos currículos não trazem fotos ou mulheres cuja foto mostra alguém de aparência comum. As bonitas ficam com 20% menos chances, além de, ao serem chamadas, o serem para funções menos importantes que as  destinadas às “normais.” Dá para acreditar? Se, entretanto, tratar-se de um homem atraente, ele terá mais chances do que um “feiinho”.

Segundo os pesquisadores, isso deve-se ao fato de a maioria das recrutadoras serem jovens e, inconscientemente, não gostarem de ter concorrência “mais qualificada” no quesito beleza. Isso faz parte da herança genética que nós, mulheres, ainda lutamos para superar. Ainda vemos mulheres olhando feio para aquelas mais agressivas na carreira, ainda percebemos alguns boicotes entre companheiras de trabalho que se devem apenas a isso: mulheres querendo atenção. Isso precisa ser superado, as mulheres precisam ser seres humanos cada vez mais completos, independentes dos homens que as rodeiam.

No Brasil acontece esse preconceito contra o que poderia ser contado como uma vantagem é também muito real. Sei de inúmeros casos em que uma mulher bonita teve muitas dificuldades exatamente por ser bela. Já vi críticas preconceituosas contra alguma linda, já soube de gente pensando  – e comentando – que alguém só subiu na carreira por ser bonita, sem reconhecer o esforço, a competência e o comprometimento da pessoa.

Porém, por favor, não vá alguém pensar que, para ter mais possibilidades de emprego, estou aconselhando  as mulheres a se tornarem mais feias… Ser bonita é muito bom, pergunte a quem é e terá confirmação. Estou apenas comentando um dado e tentando achar um meio para que as lindas lidem bem com a situação. Na dúvida, não adicione foto ao seu currículo.

Por Maria do Carmo Marini

Há dez anos trabalhando com pessoas, seu desenvolvimento e o que elas querem dizer ao mundo, minha formação eclética me levou a viver experiências profissionais mais lúdicas e generosas . Escrevo artigos e livros, além de produzir conteúdo moderno, bem fundamentado e num visual extremamente prazeroso para clientes de diferentes segmentos.
Faço parte de uma tribo otimista e alegre e acredito que o mundo tem potenciais inexplorados e fascinantes a serem descobertos. Considero a família – marido, filhos, netos, irmãs e irmãos – meu porto seguro. Curiosidade e paixão pela vida me fazem aprender e buscar coisas novas sempre. Adoro gente inteligente e elegante. Viagens, cinema e livros me encantam, bem como encontrar os amigos para compartilhar boa comida e boa bebida. Estou sempre disposta a compartilhar experiências, conhecimentos e estórias.

Minha formação viaja de Engenharia Elétrica, passa por Consultoria de Carreira e Desenvolvimento de Pessoas, e mais umas coisinhas. Passo a vida a aprender, o que me permite produzir conteúdo de qualidade e compartilhar informações interessantes nas mídias sociais. Tenho especialização em Comunicação Corporativa pela FGV, Curadoria do Conhecimento pela Inesplorato e pós-graduação em Consultoria de Carreira pela FIA-USP. Sou parceira estratégica do Escritório de Carreiras da USP.

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