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Carreiras - Construção e Transição

Apagão – já falaram tudo sobre isso?

Uau, passamos por um apagão. Foi o segundo na minha vida, pois em 2001 eu estava no escritório trabalhando quando aconteceu. Naquela ocasião, dei uma sorte danada e cheguei em casa rapidamente, antes que o caos tomasse conta da cidade. Esse foi diferente, pois era noite, já meio tarde.

Eu moro numa região onde é possível ver uma boa parte da cidade e meu apartamento é num andar alto, sem prédios na frente. Tenho o privilégio de, da minha varanda, avistar diversos bairros, inclusive a região da Avenida Paulista. Olhando ao redor, o espetáculo era muito estranho, pois quase tudo estava escuro, com as antenas de rádio e televisão se destacando naquele preto interminável.

Interessante que, mesmo sabendo que as luzes atrapalham a visão das estrelas, não lembro de ter olhado para o céu para vê-las. Uma pena!

Bem, acho que tudo o que devia ser dito sobre causas e consequências, tudo o que devia ser analisado em relação ao fato foi feito pelos muitos jornalistas e especialistas que discutiram e vão continuar discutindo o assunto. Nem ousaria me meter e acho que aborreceria qualquer um se o fizesse.

escuro

Entretanto, acho que poderia mudar o foco e pensar em que coisas podemos fazer sem ter eletricidade? Num primeiro momento é tão assustador que nada vem a mente, mas se pararmos para pensar, começam a surgir as possibilidades. Que tal um vinho à luz de velas? Ou, quem sabe, um momento de meditação? Talvez ficar com seu amor na varanda, olhando a cidade escura e falando de planos para as férias?

Seus filhos poderão ficar menos irrequietos se você sentar junto a eles e contar episódios da sua infância. Lembre-se que há vinte anos pouca gente tinha telefone celular, os computadores não eram facilmente transportáveis, os brinquedos eram mais simples (quem se lembra de um video game chamado Intellivision? Ou o Genius? Ou de um robô R2D2, da Guerra nas Estrelas?). Então, sua infância pode render muitos temas, cheios de curiosidades e coisas diferentes. E seus filhos vão conhecer melhor a mãe ou o pai, sabendo como eles também foram crianças.

Você pode até descobrir que um radinho de pilha ainda tem seu espaço na vida de qualquer um que não tenha um iPhone. Ouvi muita gente contar que resgatou o radinho de um fundo de armário para manter-se atualizado com os acontecimentos.

Enfim, um apagão é um momento em que boas ideias se materializam e lhe dão a oportunidade de perceber que suas relações com os seus e com você mesma podem ser melhoradas com apenas um toque no interruptor. Aproveite e fique off line uma vez ou outra.

Por Maria do Carmo Marini

Há dez anos trabalhando com pessoas, seu desenvolvimento e o que elas querem dizer ao mundo, minha formação eclética me levou a viver experiências profissionais mais lúdicas e generosas . Escrevo artigos e livros, além de produzir conteúdo moderno, bem fundamentado e num visual extremamente prazeroso para clientes de diferentes segmentos.
Faço parte de uma tribo otimista e alegre e acredito que o mundo tem potenciais inexplorados e fascinantes a serem descobertos. Considero a família – marido, filhos, netos, irmãs e irmãos – meu porto seguro. Curiosidade e paixão pela vida me fazem aprender e buscar coisas novas sempre. Adoro gente inteligente e elegante. Viagens, cinema e livros me encantam, bem como encontrar os amigos para compartilhar boa comida e boa bebida. Estou sempre disposta a compartilhar experiências, conhecimentos e estórias.

Minha formação viaja de Engenharia Elétrica, passa por Consultoria de Carreira e Desenvolvimento de Pessoas, e mais umas coisinhas. Passo a vida a aprender, o que me permite produzir conteúdo de qualidade e compartilhar informações interessantes nas mídias sociais. Tenho especialização em Comunicação Corporativa pela FGV, Curadoria do Conhecimento pela Inesplorato e pós-graduação em Consultoria de Carreira pela FIA-USP. Sou parceira estratégica do Escritório de Carreiras da USP.

Uma resposta em “Apagão – já falaram tudo sobre isso?”

Em pensar que muitas vezes dizemos que não temos tempo…
Essa foi uma super reflexão do nosso cotidiano, Carmo.
Quantas vezes, inúmeras, que ficamos absortos pelos “eletrônicos”, que não ficamos juntos aos nossos queridos? Um simples carinho, uma conversa, ou mesmo contar histórias para nossos filhos!
Super post!
Beijos,
Rosana

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